06/11/2011

Dafra joga pesado com Next 250


Desde a Strada 200 é objetivo de muitas fábricas tirar da Honda a liderança no mercado de urbanas de 200 a 300 cc. A Yamaha tentou e mesmo que esteja um pouco distante da rival, conseguiu uma posição confortável. Agora é a vez da Dafra com a Next 250, produzida em Taiwan pela SYM, parceira que fornece o Citycom 300.

O segmento que urbanas mais requintadas ganhou fama com as antigas Honda ML 125 e Turuna, que de diferente da CG 125 Titan tinham freio dianteiro a disco, conta-giros e acabamento melhor. Depois veio a CBX 150 Aero, com motor maior. O sucesso foi aquém do esperado e a CBX 200 Strada chegou logo. No entanto, nenhuma outra foi tão famosa quanto a sucessora da Strada.



Com 250 cc, quatro válvulas e seis marchas, a Twister fez fama graças ao estilo bem resolvido e à mecânica apimentada: com 24 cv, estava bem distante do velho OHV de 125 cc e oferecia bom desempenho por um preço acessível. A saudosa Twister deixou uma legião de fãs.

A Yamaha, igualmente experiente, lançou a Fazer 250 com injeção eletrônica e um motor confiável e econômico, características valorizadas por aqueles que rodam diariamente. Menos nervoso e com duas válvulas, o 250 da Fazer é conhecido também por ser mais suave e bem adaptado ao trânsito, já que tem bom torque desde as baixas rotações.



Correndo por fora estava a Kasinski com a Comet GT 250, uma naked esportiva com um V2 temperamental e totalmente inapropriado para o anda-pára do trânsito. Pesada e com diâmetro de giro digno de caminhão, nunca vendeu bem como as concorrentes.

Para quebrar a sequencia de CBX a Honda lançou a CB 300R, que ganhou mais capacidade cúbica para ter mais torque. O objetivo foi alcançado: 2,81 kgfm. O desenho descaradamente copiado da Hornet deu um toque de requinte à pequena, apesar de ter maculado o prestígio da streetfighter.



Usando uma receita conservadora e ao mesmo tempo moderna, a Dafra apresenta a Next, uma 250 que na teoria poderá satisfazer os fãs da Twister. Como a da Honda ela tem quatro válvulas, 24 cv e seis marchas (são cinco nas rivais). Claro que números nunca dizem algo, mas as especificações e o estilo com vincos fortes têm chance de agradar "twisteiros".

A complexidade mecânica que impediu o sucesso da Comet GT não está presente na Next. Com apenas um cilindro, ela tem tem a qualidade que os donos de motos populares apreciam, que é o custo de manutenção mais contido que de policilíndricos.



Com 24 cv a 7500 rpm e 2,35 kgfm a 6500 rpm, a Next está entre Fazer (21 cv a 8000 rpm e 2,1 kgfm a 6500) e CB 300R (26,5 rpm a 7500 rpm e 2,81 kgfm a 6000 rpm). A maior diferença está no tipo de refrigeração, que líquida na Dafra e mista por ar e óleo das rivais.

Conhecida como Wolf ou Cevalo, a nova Dafra é produzida pela SYM em Taiwan e não é irmã da Apache 150, que vem da fábrica indiana da TVS. Contudo, as duas guardam semelhanças importantes que ajudarão da familiarização, que começa em março, quando a 250 estará disponível nas cores pérola, preta e vermelha.

A Next 250 é mais uma prova de que a Dafra está jogando sério no mercado brasileiro. Hoje a empresa é parceira da Haojue, da TVS, da BMW, da MV Agusta, da SYM e da Daelim, que fornecerá uma esportiva 250 nos moldes de Ninja 250R e Comet GTR 250. Com companheiras fortes a Dafra tem tudo para brigar em igualdade com as tradicionais japonesas.






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